Primeira tentativa de colonização 

A primeira tentativa de colonização foi feita durante o reinado da rainha Elizabeth I, em 1585 ela deu permissão a Sir Walter Raleigh a dar início a colonização na parte norte da América. O homem fundo um povoado na costa leste, do qual batizou de Virgínia, essa primeira tentativa fracassou principalmente pela fome, doenças e a resistência indígena.

A segunda tentativa 

No início do século XVII a monarquia inglesa confiou a duas grandes companhias a tarefa de iniciar com a colonização. Essas companhias tinham comerciantes interessados no transporte de pessoas e mercadorias com intenção de lucro, ou seja, eram empresas capitalistas.
Para atrair pessoas para a América eles lançaram uma propaganda prometendo terras férteis e uma nova oportunidade de vida para os que viessem. Na Inglaterra, isso atraiu pessoas de diferentes classes sociais, entre elas: degredados; aventureiros; mulheres pobres; camponeses sem terra, que iam como servos temporários; e grupos religiosos protestantes.
Em 1620, um grupo de protestantes chegou aonde hoje é Massachusetts, vindos em um navio chamado Mayflower, e la fundaram um núcleo de colonização chamado Plymouth. Eles acreditam serem eleitos de Deus, o que ajudo-os a superar as dificuldades iniciais. Além dos ingleses, vários europeus decidiram ir para América em busca de uma vida melhor, foram eles que inicialmente constituiram as Treze Colônias da América do Norte, dividimos em colônias do Norte e colônias do Sul.

Economia colonial 

O desenvolvimento econômico das colônias variou com as condições demográficas e o interesse dos colonos.
As colônias do Sul
- sistema de plantation 
 monoculturas, geralmente tabaco, algodão ou anil
 -vendiam tudo o que produziam a Inglaterra e dela compravam tudo o que precisavam
- aos poucos os servos foram substituídos por escravos africanos
- tornou-se uma sociedade escravista com grandes desigualdades sociais.

Colônias do Norte
- policultura, produção de manufaturas
- comércio triangular: Onde eles compravam melaço nas Antilhas e o transformavam em rum, depois trocavam o rum por escravos na África, e então voltavam as Antilhas e trocavam os escravos por mais melaço para fazer mais rum. 
 
  As diferenças entre o Norte e o Sul são notáveis, enquanto o Norte teve um desenvolvimento com uma certa independência financeira sua metrópole, o Sul preferiu se manter dependente da Inglaterra. Quanto a política, as Treze Colônias sempre foram bem autônomas, cada colônia com suas assembleias, leis, votação de orçamento e recolhimento de impostos. Isso criou um sentimento de autonomia nos colonos em relação a Inglaterra. 

 


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A constituição dos Estados Unidos

As Treze Colônias agora eram independentes, então estava na hora de organizar o novo país. A constituição ficou pronta em 1787 e o texto é o mesmo ate hoje, apenas com algumas modificações. A constituição define os Estados Unidos como uma republica federalista, pois agora podia criar suas próprias leis, e presidencialista, pois mesmo que de forma indireta, elege um presidente. Os poderes foram divididos em Executivo, Legislativo e Judiciário, o poder executivo cabe ao presidente da republica, para o poder legislativo foi criado o Congresso, composto pela Câmara dos representantes e o Senado, e o Judiciário é exercido no âmbito federal, pela suprema corte, que deve garantir o cumprimento das leis.


Uma cidadania limitada

No inicio da constituição estadunidense, diz: 'Nós, o povo dos Estados Unidos'', mas nessa frase não estavam incluídos grande parte da população do país, pois os indígenas apenas sofreram com essa intendência, pois foi colocada uma pressão gigante sobre as terras indígenas, aos africanos, nada mudou, pois continuavam sendo escravos, e as mulheres, tiveram seus direitos negados e seu direito de voto retirado. Então, a frase ''Nós, o povo dos Estados Unidos'' faz referencia apenas aos homens brancos adultos com certa renda, pois na verdade grande parte da população tiveram seus direitos básicos negados.

A Inglaterra aperta o laço

No século XVIII o tratamento da Inglaterra mudou em relação as Treze Colônias da América do Norte, antes ela pouco interferia mas agora queria impor sua autoridade. Os dois grandes motivos foram:

1. A concorrência entre a América do Norte em relação a Inglaterra no mercado externo

2. As guerras que a Inglaterra havia se envolvido: a Guerra Franco-Indígena, que teve inicio em 1754, quando os colonos do Norte invadiram o território indígena depois das montanhas Apalaches, provocando não só os indígenas, mas também a França e seus aliados; e também a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), que foi uma disputa entre a França e a Inglaterra por terras no território africano, asiático e norte-americano, apesar da vitória da Inglaterra, ela saiu falida da guerra, e para se reestabelecer ela aumentos os impostos em cima dos habitantes das colônias.

Isso não deixou os colonos nada felizes, o que contribuiu para futuras tensões.

O processo de Independência

Na metade do século XVIII a Inglaterra impôs leis opressoras que afetaram seriamente os colonos. Alguns deles estão listados abaixo:

Lei do açúcar (1764): aumentava os impostos sobre o açúcar, melaço, café, seda, vinha e linho. E também proibia os colonos de comprarem melaço das Antilhas que não fossem inglesas, antes eles podiam comprar o melaço com menor preço. Os colonos organizaram protestos, mas não foram ouvidos.

Lei do Selo (1765): determinava que todos os jornais, contratos, cartas e cartazes deviam ter um certificado inglês, então os colonos iniciaram uma campanha com a frase ''Sem pretensão não pode haver tributação'', isto é, se não há consulado, não pode haver taxação. A Inglaterra acabou suspendendo a lei, mas no ano seguinte implementou novos impostos.

Lei do Chá (1773): entregava o capital do chá, a Companhia das Índias Orientais, beneficiando as companhias inglesas. Então, quando ocorreu a Festa do Chá de Boston, aproximadamente 150 colonos disfarçados de indígenas invadiram os barcos ingleses e jogaram as cargas ao mar em sinal de protesto. 

Leis Intoleráveis (1774): em resposta a destruição do chá, a Inglaterra aprovou leis consideradas inaceitáveis pelos colonos, como:

- Fechamento do porto de Boston até que o dinheiro fosse recuperado.

- Ocupação militar em Massachusetts.

- Julgamento de colonos rebeldes por tribunais ingleses.

Essas medidas apenas aumentarem a tensão entre a colônia e a metrópole e preparava o caminho para uma guerra pelo independência.

O movimento de Independência

A partir de 1774, representantes das Treze colônias se juntaram e formaram o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, onde protestaram contra os abusos da metrópole. Em 1775 começou o combate armado e os primeiros confrontos entre colonos e Inglaterra. Em 1776, o Segundo Congresso Continental da Filadélfia, onde Thomas Jefferson escreve a Declaração da Independência, onde eles se declaram livres e independentes. A declaração da Independência foi bastante inspirada nos conceitos iluministas, principalmente as ideias de John Locke, e os direitos a vida, a liberdade e o conhecimento.

A guerra entre os patriotas e os jaquetas-vermelhas durou cerca de seis anos, depois de vencer a batalha de Saratoga (1777), os colonos receberam apoio da França, Holanda e Espanha, antigos rivais da Inglaterra, com armas, soldados e dinheiro. Com essa ajuda externa os colonos conseguiram ganhar a guerra e em 1783, pelo tratado de Paris, a Inglaterra reconhecia as Treze Colônias da América do Norte como independentes, se tornando assim, o primeiro pais da América a se tornar independente.

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